#distantesmaspróximos

Comunicação em tempos de dificuldade

Numero 9

Caros amigos, estamos felizes por poder saudá-los com esta Newsletter que nos une e que esperamos que desfrutem.

Desejamos-lhe uma boa leitura

Equipe Responsável Internacional

Editorial

Clarita & Edgardo BERNAL

Casal Responsável Internacional

EDITORIAL Nº 9


ENTRANDO EM ÁGUAS CALMAS

"Somente a confiança em Deus pode transformar dúvidas em certeza, o mal em bem, a noite em um amanhecer radiante". Papa Francisco.



Caros amigos do Colégio Internacional, família das Equipes de Nossa Senhora:


Com esta edição completamos nove números de #distantesmasproximos, o boletim que, em meio à turbulência da pandemia e na ausência de reuniões presenciais, veio substituir os habituais Newsletters que, com a mesma periodicidade das reuniões da ERI, eram enviados ao Colégio Internacional para torná-los partícipes de todos os assuntos nelas discutidos.


#distantesmasproximos foi um instrumento para que a Equipe Responsável e o Colégio Internacional estivessem mais próximos de todos nestes tempos em que a vida mudou radicalmente, apoiando-nos com a força de uma comunidade que reza em conjunto e se interessa pelo bem-estar de cada um de seus membros.


Hoje, é com grande alegria que podemos dizer que esta edição volta ao caráter das Newsletters originais, pois, depois que a ERI foi impedida de se reunir pessoalmente por dois anos (a última reunião que havíamos realizado foi em Paris, em outubro de 2019), no mês passado pudemos realizar, entre os dias 9 e 16 de outubro, na Cidade do México, nossa quinta reunião presencial, que em circunstâncias normais teria sido a décima desta ERI.


Como reiteramos ao longo destas 9 edições, não nos sentimos vítimas das circunstâncias desta pandemia que mudou todos os nossos planos, mas abençoados por ter sido capazes de superá-la e, após a tempestade e as águas turbulentas que temos atravessado ultimamente, começar a ver que estamos entrando em águas mais calmas.


Não queremos ser triunfalistas inconscientes ou otimistas nebulosos, mas ter um equilíbrio entre a consciência de que ainda há algum caminho a percorrer para voltar à normalidade e o desejo de trabalhar duro para trazer uma dose de esperança. Com confiança, continuaremos nos abandonando à providência do Senhor que, como disse o Papa Francisco no pensamento com o qual introduzimos este editorial, é o único que pode transformar dúvidas em certezas, o mal em bem e a noite escura em um amanhecer radiante.


Sem termos previamente nada combinado, pudemos verificar que nosso querido Conselheiro Espiritual Internacional, Padre Ricardo, abordou em sua reflexão, para esta edição, a mesma linha de pensamento, talvez contagiado, como toda a ERI, por aquele novo alento que o encontro face a face na terra de Nossa Senhora de Guadalupe nos deu.


Neste número, além deste Editorial, da mensagem do Padre Ricardo e do feedback que Mercedes e Alberto prepararam para compartilhar com o Colégio, em linhas gerais, o que foi discutido em nossa reunião da ERI, temos alguns testemunhos coletados em países de cada Zona sobre este belo momento de comunidade que vivemos em torno da comemoração do 25º aniversário da morte de nosso fundador, o Padre Henri Caffarel, em 18 de setembro, que nos permitiu sincronizar nossos corações em ação de graças pela herança espiritual que este grande homem nos deixou.


Além disso, e como sempre, na seção sobre temas da Igreja, incluímos uma reflexão simples, mas profunda e encarnada sobre a liberdade individual, para a qual o Papa Francisco nos chama.


Informalmente, e antes de concluir a introdução editorial desta edição de #distantesmasproximos, queremos dizer que a reunião na Cidade do México foi verdadeiramente um renascimento do serviço para esta ERI. E não dizemos isto porque não trabalhamos duro durante estes dois anos sem nos encontrarmos, mas porque nenhuma reunião virtual, por melhor que seja a tecnologia utilizada, pode igualar a riqueza do abraço que acolhe, o sorriso que abre o coração, a linguagem não verbal, as lágrimas que desnudam a alma na partilha, a camaradagem em torno das refeições, a Eucaristia íntima, a oração partilhada, os discernimentos numa atmosfera criada pelo isolamento do ruído da vida cotidiana, a colegialidade que nasce da sincronização com o Espírito, os momentos de festa e celebração.


Por tudo isso, damos graças a Deus, à Virgem de Guadalupe, a quem visitamos, tendo a sorte de que o Padre Ricardo pôde presidir a Eucaristia, e naturalmente à Super Região Hispano-América Norte e a seus responsáveis, Sofia e Gustavo, que com seu espírito de acolhida e acompanhados por uma maravilhosa equipe de serviço que não nos deixou por um único momento, fizeram de nossa estadia um momento inesquecível, que terminou com um encontro fraterno com os equipistas mexicanos, com os quais pudemos compartilhar a felicidade de sermos membros desta família universal.


No nosso retorno, além da alegria de tudo o que vivemos e da satisfação de ter podido realizar um programa ambicioso e exigente, temos muito trabalho a fazer para o Colégio Internacional e o Encontro dos Casais Regionais que, com a ajuda de Deus e se as circunstâncias permitirem, realizaremos em Assis no próximo mês de março.


Peçamos ao Senhor, que nos acompanhou no barco durante esta tempestade, por intercessão de Nossa Mãe Maria e com a ajuda de seu Espírito, que possamos superar os obstáculos que ainda se interpõem no caminho, para que logo possamos alcançar as águas calmas que almejamos e que todos nos reencontremos para trabalhar em Assis, no cenário onde viveu São Francisco, o lema do encontro dos Casais Regionais "E ele lhes confiou seus bens...".


Oremos em comunhão para que assim seja,





Padre Ricardo Londoño
SCE Internacional

Uma pós-pandemia esperançosa


"Não tenham medo, saiamos..." que traçamos em 2018 com um rumo que, apesar dos inconvenientes, tem sido a bússola destes anos. Agora enfrentamos o desafio de sermos evangelizadores em tempos de pandemia e pós-pandemia.


Um risco que corremos nas circunstâncias atuais é permitir que o imediato e urgente nos levem a negligenciar o que é necessário e importante. Responder prontamente às exigências do momento não pode nos levar a negligenciar o essencial.


Permitamos que o Senhor caminhe conosco. Deixemo-lo acompanhar nossos passos e abramos nossas mentes, corações e espíritos à sua presença, sua inspiração e sua força. Se Deus nunca se arrepende de seus planos e dons, tampouco podemos nos afastar do curso proposto. Precisamos nos adaptar às circunstâncias e gerar uma forte resiliência que transforme metodologias e estilos, mas que nos mantenha no rumo certo.


É verdade que há limitações e incertezas, perguntas e deficiências, mas também há muitas respostas com novos aprendizados e novos entendimentos dos valores pelos quais vivemos.


É bom ver como reagimos e quantas iniciativas foram reativadas. A imaginação e o esforço para responder ao inesperado nos levaram a descobrir tesouros escondidos. De vez em quando, sim, algum desconforto e arrependimento. Mas também tomamos consciência das possibilidades e dos recursos.


Diante do momento atual, precisamos de criatividade e atitudes proativas, mesmo que não tenhamos todas as respostas. É aconselhável permanecer vigilante para não cair no pessimismo, medo ou saudade nostálgica de um passado que não voltará.


Nosso futuro está à nossa frente e exige que o enfrentemos. Graças a Deus, as tecnologias aplicadas à comunicação nos permitiram não perder nossos vínculos e nosso sentimento de pertença. As reuniões oficiais de setores, regiões e super-regiões têm aumentado abundantemente. E, certamente, muito disso será preservado.


Uma insistência permanente do Papa Francisco tem sido a de que não devemos permanecer auto-referenciais, mas que devemos manter viva e ardente a atitude de "sair". E este é precisamente o propósito que estabelecemos para estes anos: somos chamados a sair para atender às necessidades que surgem em nossos horizontes.


Jesus Cristo Ressuscitado está em nosso meio e é nossa força diante da fragilidade e nossa luz diante das incertezas; ele é compaixão, misericórdia e solidariedade diante da indiferença e do sofrimento; ele é liberdade e abertura diante dos horizontes incertos; ele é esperança diante das crises, da dor e do sofrimento.

O Senhor nos diz na profecia de Isaías (43:18s): "Não vos lembreis das coisas antigas, nem considereis os feitos de outrora. Estou fazendo coisas novas e já estão despontando: ainda não percebeis?”


A pergunta neste momento seria: qual é a novidade que o Senhor está me permitindo vislumbrar?


Quando o Senhor convida Filipe a segui-lo (Jo 1,43ss), ele compartilha sua descoberta com Natanael, que, ao saber que o berço da família de Jesus estava em Nazaré, dirá: "Pode vir de Nazaré alguma coisa boa?" E, acontece que de Nazaré veio a vida plena, a presença encarnada de Deus. Desse povo desconhecido, dessas origens insignificantes, nós recebemos a salvação. Uma novidade inesperada para uma humanidade sem um horizonte claro.


Poderíamos nós, talvez, descobrir essa Nazaré de hoje? Talvez em um setor escondido, em uma região um tanto desconhecida, uma surpresa do Senhor Deus possa estar esperando por nós.


Gostaria, portanto, de convidá-los a olhar para cada um dos casais, conselheiros e acompanhantes espirituais que temos em nossa história atual. Revisemos seus rostos, seus olhares, seus sorrisos, suas palavras, suas ideias, suas crises, suas birras... e redescubramos os valores e ensinamentos que, através dessas pessoas, o Senhor nos comunica. Nossa memória e nossa imaginação nos levarão a visualizar muitas pessoas, circunstâncias diferentes, lugares esquecidos... Talvez, no silêncio e na abertura interior de hoje, seremos capazes de encontrar coisas novas e boas.


E podemos nos perguntar: experimentamos a comunhão profunda e espiritual com os membros do Movimento? Em nossa oração aparecem os sofrimentos e necessidades dos equipistas?



VIVENDO NOSSA FÉ COM TODA A IGREJA

Mensagem do Santo Padre Francisco

A liberdade se realiza na caridade. Papa Francisco, 20 de outubro de 2021



Estimados irmãos e irmãs, bom dia!

Nestes dias falamos da liberdade de fé, ouvindo a Carta aos Gálatas. Mas, lembrei-me do que Jesus dizia sobre a espontaneidade e liberdade das crianças, quando uma criança teve a liberdade de se aproximar e de se mover como se estivesse na sua casa... E Jesus diz-nos: “Também vós, se não vos comportardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus”. A coragem de se aproximar do Senhor, de estar aberto ao Senhor, de não ter medo do Senhor: agradeço àquela criança a lição que deu a todos nós. E que o Senhor a ajude na sua limitação, no seu crescimento, porque deu este testemunho que lhe veio do coração. As crianças não têm um tradutor automático do coração para a vida: o coração vai em frente.

Na sua Carta aos Gálatas, o Apóstolo Paulo introduz-nos um pouco, de cada vez, lentamente, na grande novidade da fé. É, de fato, uma grande novidade, pois não se limita a renovar algum aspecto da vida, mas reconduz-nos para aquela “vida nova” que recebemos no Batismo. Nele foi derramado sobre nós o maior dom, ser filhos de Deus. Renascidos em Cristo, passamos de uma religiosidade feita de preceitos para uma fé viva, que tem o seu centro na comunhão com Deus e com os irmãos, isto é, na caridade. Passamos da escravidão do medo e do pecado para a liberdade dos filhos de Deus. Mais uma vez, a palavra liberdade.

Hoje procuraremos compreender melhor qual é, para o Apóstolo, o âmago desta liberdade. Paulo afirma que é tudo, menos «um pretexto para a carne» (Gl 5, 13): ou seja, a liberdade não é um modo libertino de viver, segundo a carne, ou segundo o instinto, desejos individuais e impulsos egoístas; pelo contrário, a liberdade de Jesus leva-nos a estar – escreve o Apóstolo – «ao serviço uns dos outros» (ibidem). Mas é isto escravidão? Sim, a liberdade em Cristo contém alguma “escravidão”, alguma dimensão que nos leva ao serviço, a viver para os outros. Em síntese, a verdadeira liberdade é plenamente expressa na caridade. Mais uma vez encontramo-nos perante o paradoxo do Evangelho: somos livres para servir, não para fazer o que queremos. Somos livres quando servimos, e é disto que vem a liberdade; encontramo-nos plenamente na medida em que nos doamos. Encontramo-nos plenamente na medida em que nos doamos, em que temos a coragem de nos doar; possuímos a vida se a perdermos (cf. Mc 8, 35). Isto é Evangelho puro!

Mas, como se pode explicar este paradoxo? A resposta do Apóstolo é simples e exigente: «mediante o amor» (Gl 5, 13). Não há liberdade sem amor. A liberdade egoísta do fazer o que quero não é liberdade, pois volta a si mesma, não é fecunda. Foi o amor de Cristo que nos libertou e é ainda o amor que nos liberta da pior escravidão, a do nosso ego; por conseguinte, a liberdade cresce com o amor. Mas, atenção: não com o amor intimista, com o amor das novelas, não com a paixão que simplesmente procura o que nos convém e aquilo de que gostamos, mas com o amor que vemos em Cristo, a caridade: este é o amor verdadeiramente livre e libertador. É o amor que resplandece no serviço gratuito, modelado segundo o de Jesus, que lava os pés aos seus discípulos, dizendo: «Dei-vos um exemplo para que também vós façais como Eu vos fiz» (Jo 13, 15). Servir uns aos outros.

Portanto, para Paulo a liberdade não significa “fazer o que apetece”. Este tipo de liberdade, sem finalidades nem referências, seria uma liberdade vazia, uma liberdade de circo: não funciona. E com efeito deixa um vazio interior: quantas vezes, depois de termos seguido apenas o nosso instinto, nos damos conta de que sentimos um grande vazio interior e que abusamos do tesouro da nossa liberdade, da beleza de poder escolher o verdadeiro bem para nós mesmos e para os demais. Só esta liberdade é plena, concreta, dado que nos insere na vida real de cada dia. A verdadeira liberdade liberta-nos sempre; ao contrário, quando buscamos a liberdade do “aquilo de que gosto e não gosto”, no final permanecemos vazios.

Noutra Carta, a primeira aos Coríntios, o Apóstolo responde àqueles que têm uma ideia errada de liberdade. “Tudo é lícito!”, dizem eles. “Sim, mas nem tudo é benéfico”, responde Paulo. “Tudo é lícito!” – “Sim, mas nem tudo edifica”, objeta o Apóstolo. E acrescenta: «Ninguém procure o próprio interesse, senão o dos outros» (1 Cor 10, 23-24). Esta é a regra para desmascarar qualquer liberdade egoísta. Também àqueles que são tentados a reduzir a liberdade apenas aos próprios gostos, Paulo apresenta a exigência do amor. A liberdade guiada pelo amor é a única que liberta os outros e nós mesmos, que sabe ouvir sem impor, que sabe amar sem forçar, que constrói e não destrói, que não explora os demais para a sua conveniência e que pratica o bem sem procurar o próprio benefício. Em suma, se a liberdade não estiver ao serviço – eis o teste – se a liberdade não estiver ao serviço do bem, corre o risco de ser estéril e de não dar frutos. Por outro lado, a liberdade animada pelo amor conduz aos pobres, reconhecendo no seu rosto o de Cristo. Portanto, o serviço uns aos outros permite a Paulo, escrevendo aos Gálatas, fazer uma observação que não é de modo algum secundária: assim, falando da liberdade que os outros Apóstolos lhe deram de evangelizar, frisa que recomendaram apenas uma coisa: recordar-se dos pobres (cf. Gl 2, 10). Isto é interessante! Quando, depois da luta ideológica, Paulo e os Apóstolos concordaram, eis o que os Apóstolos lhe disseram: “Vai em frente, continua e não te esqueças dos pobres”, isto é, que a tua liberdade de pregador seja uma liberdade ao serviço dos outros, não para ti mesmo, de fazer o que te apetece.

Contudo, sabemos que uma das mais generalizadas noções modernas de liberdade é esta: “A minha liberdade acaba onde começa a tua”. Mas aqui falta a relação, o relacionamento! Trata-se de uma visão individualista. Por outro lado, aqueles que receberam o dom da libertação trazida por Jesus não podem pensar que a liberdade consiste em afastar-se dos outros, sentindo-se incômodos; não podem ver o ser humano fechado em si mesmo, mas sempre parte de uma comunidade. A dimensão social é fundamental para os cristãos, dado que lhes permite olhar para o bem comum e não para o interesse particular.

Sobretudo neste momento histórico, temos necessidade de redescobrir a dimensão comunitária, não individualista, da liberdade: a pandemia ensinou-nos que precisamos uns dos outros, mas não é suficiente sabê-lo, devemos escolhê-lo concretamente todos os dias, decidir empreender aquele caminho. Digamos e acreditemos que os outros não são um obstáculo para a minha liberdade, mas constituem a possibilidade de a realizar plenamente. Pois a nossa liberdade nasce do amor de Deus e cresce na caridade.







Como todos sabem, a Novena em comemoração aos 25 anos da morte do Padre Henri Caffarel aconteceu entre os dias 10 e 18 de setembro de 2021. Através do site e das redes sociais foi distribuído em cinco idiomas e ainda hoje está disponível para todos aqueles que desejam participar: https://equipes-notre-dame.com/site-de-la-neuvaine/


Temos recebido inúmeros testemunhos sobre esta novena de todos os cantos do mundo. Selecionamos alguns, mas gostaríamos de agradecer a todos vocês por sua colaboração e entusiasmo em abrir seu coração e compartilhar o que esta novena significou em sua vida.

ZONA EURO-ÁFRICA

SR Africa Francófona

"A forte chuva na manhã de 18 de setembro de 2021 não amorteceu a determinação de certos membros da equipe de Bangui e Begoua (República Centro-Africana). De fato, este dia marca o fim da novena organizada por ocasião do 25º aniversário da chamada do Padre Henri Caffarel a Deus. A cerimônia de encerramento aconteceu na paróquia de São Carlos Lwanga em Begoua e foi coroada por uma missa de ação de graças. O Setor de Begoua ofereceu um coquetel no final da celebração eucarística, após a foto oficial. Magnificat! Amanda et Constantin, Région Centrafrique


"Louvamos ao Senhor pela missa de encerramento da novena pelos 25 anos da morte do Padre CAFFAREL, celebrada no domingo 19 de setembro de 2021 na Paróquia da Catedral de Nossa Senhora da Assunção. Apesar do período de férias, os membros das equipes de Libreville (Gabão) em particular, vieram para dar glória a Deus pelo Padre Henri CAFFAREL. Justine et Yannick, Région Gabon




SR Itália

Vivemos esta experiência de oração proposta pela ERI como um dom e como uma memória: um dom porque a oração sempre nos leva a oferecer a Deus nossas experiências e nossas fraquezas, que se transformam harmoniosamente em oportunidades; uma memória porque durante nove noites lembramos do Padre Caffarel, sua espiritualidade, sua coragem, seu entusiasmo como homem "cativado por por Deus".

Sentimo-nos unidos com todo o Movimento ENS e com toda a Igreja: é o poder da oração que supera fronteiras, barreiras, divisões e nos faz uma única voz voltada para o Altíssimo.

Ouvir a voz do Padre Henri Caffarel tão decisiva, tão convencida, tão entusiasmada, nos encorajou a viver nosso cristianismo não de forma morna, mas como homens e mulheres corajosos. Uma novena para dizer obrigado e pedir a Deus que aumente nossa fé e nosso amor.

Cinzia e Sergio, Varese, Itália


(...) Então por que a novena? Eu mesmo dei algumas respostas.

Antes de mais nada, devo dizer que segui a novena diariamente à noite, assim como eu a praticava antes de ir para a cama. Um pouco como Santa Teresa de Ávila sugeriu: "Você aprende a rezar rezando". Creio que é uma experiência semelhante ao parto: somente aqueles que o vivem diretamente podem entendê-lo.

A razão mais preciosa e o presente mais precioso foi a descoberta de nos encontrarmos, embora distantes, juntos com muitos. Todos nós orando e ouvindo alguns dos pensamentos mais profundos e característicos da experiência humana e cristã da Caffarel. E tudo, espero, para entender mais profundamente o que ele quis dizer quando nos convidou insistentemente a fazer compromissos frequentes com a oração. Uma palavra que traduzimos literalmente como oração, mas que para Caffarel era algo muito mais profundo. Para ele significava entrar naquele contato íntimo com Deus que vai além da oração, a ponto de entender que - como São Paulo também havia dito - não somos mais nós que vivemos, mas Deus que vive em nós.

Giampaolo, Varese, Itália


Aceitamos a proposta de uma novena com o Padre Caffarel como uma oportunidade privilegiada para rezar juntos e em comunhão com nossos amigos de todo o mundo. A cada dia, confiamos ao Senhor todas as situações de sofrimento e fadiga que conhecemos, e agradecemos por nossas famílias, por nossos amigos, por todos os dons que recebemos diariamente, e pelo presente das Equipes. Esta novena foi também uma boa oportunidade para honrar a memória do Padre Caffarel e para conhecê-lo melhor. Foi comovente ouvir sua voz e perceber o quanto seu coração estava cheio de fé e de graça. Em sua jornada, ele nunca se cansou de nos lembrar que Deus é amor, que Cristo está vivo. Por isso lhe somos gratos e rezamos ao Senhor, para que nossas vidas se tornem também um sinal visível de Sua presença e um chamado ao amor sem condições.

Maddalena e Gigi Varese, Itália



ZONA AMÉRICA

SR Brasil


Falar das coisas boas que o Movimento das Equipes de Nossa Senhora nos traz, parece redundância. No entanto, fomos positivamente surpreendidos com a proposta dos “nove dias de oração e reflexão” por ocasião do 25º aniversário da morte do Pe Henri Caffarel, enaltecendo o legado que ele deixou para todos nós. Aceitamos a proposta e assim fizemos com disciplina e fervor estes dias tão preciosos para a nossa santificação conjugal.

Cada vídeo, áudio, testemunhos ali presentes e tão bem elaborados, acrescentaram muito à nossa jornada espiritual. A iniciativa do Pe Caffarel junto com aqueles jovens casais, sem sombra de dúvidas, foi inspiração do Espírito Santo. Certamente, apesar da fé que o movia, pensamos que nem ele esperava alcançar uma dimensão tão grandiosa, se alastrando em tantos países.

A intenção primeira de levar os cônjuges para o caminho da santidade foi bem aceita como demonstra o tempo. E esse convite à santidade chegou até nós há 8 anos. Louvado seja Deus!.

Ouvirmos depoimentos tão marcantes de casais de países distantes, em diferentes línguas foi cativante. Apesar de não falarmos o mesmo idioma, falamos a língua do Movimento, a língua que o Pe Caffarel nos ensinou. Falamos do amor mútuo e do amor mais forte que a morte; dos pontos concretos de esforço; do valor da oração, quer seja, pessoal, conjugal ou intercedendo por outras pessoas. Tudo isso reforça a fraternidade universal do Movimento.

Enfim, como não reconhecer tantas bênçãos recebidas em alguns dias de oração e reflexão? Simplesmente, bastou abrir os olhos e os corações para a graça de Deus entrar, guiados por ensinamentos tão belos que enchem-nos de força, fé e perseverança para alcançarmos nosso objetivo final que é chegarmos juntos lá no Céu.

O sentimento de pertença às ENS é muito gratificante; rezemos juntos e em todos os lugares pela canonização do precursor do nosso Movimento, que para nós, já é um Santo e o que desejamos é que toda a Igreja perceba o seu valor e reconheça também a sua santidade.

Glenda e Sormany, Goiás, Brasil





RR Canadá

Que bela maneira de lembrar e comemorar o 25º aniversário da morte do Padre Henri Caffarel com a Novena! Somos muito gratos por esta oportunidade de ouvir o próprio Padre Caffarel, em suas próprias palavras, em sua própria voz.

As palavras de sabedoria do Pe. Caffarel nos vídeos apresentados a cada dia realmente tocaram nossos corações. Era como se ele estivesse falando conosco aqui mesmo, agora mesmo. Suas mensagens são muito poderosas e atemporais.

Os depoimentos dos casais nos vídeos também foram muito inspiradores para nós e ajudaram a mostrar a relevância de sua mensagem sobre o sacramento do Matrimônio, a mística das Equipes de Nossa Senhora e a importância da oração.

No 2º dia, quando Pe. Caffarel nos falava de Viver o Sacramento do Matrimônio, ficamos muito impressionados com a mensagem de que, se uma pessoa se separa de Deus, ela abandona o melhor de seu amor (...)

No tema do 4º dia, sobre o "Casal em Missão", Pe. Caffarel nos lembrava nosso segundo ministério como casais: o da hospitalidade.

Em nosso casamento, sempre tivemos a intenção de criar um lar acolhedor para qualquer pessoa que batesse à nossa porta ou entrasse em nossas vidas. (...)

Ficamos muito emocionados, no 5º dia, com suas palavras e reflexões sobre a viuvez, ajudando-nos, como casal de 31 anos de casamento, a lembrar que o Amor é mais forte que a morte e que, à medida que envelhecemos juntos e um dia nos despedimos em definitivo, o amor conjugal do casal permanece, pois é a "alma do casal". (...)

Nos consolamos com as palavras do Padre Caffarel ao dizer que "seremos santos porque, no fundo do nosso ser, estamos estreitamente unidos a Deus Santo, seremos fecundos e brotarão de nós rios de água viva porque estaremos conectados à própria fonte da vida".

Rezamos frequentemente ao Padre Caffarel e pedimos sua intercessão para que abençoe nossa união, para que nos ajude a nos tornarmos um casal santo, para sermos um testemunho vivo do grande Amor de Deus. Amém.


Debbie e James, Canadá


SR Colômbia


A novena ao Padre CAFFAREL despertou nas equipes de nossa recém-criada, região do Valle Norte (Colômbia), um enorme desejo de conhecê-lo melhor, de aprofundar sua vida, seus textos, seus pensamentos, seus testemunhos e toda sua obra, compreendendo muito melhor a gênese de nosso Movimento.

O padre CAFFAREL não é um padre comum. Vemos um homem ungido por DEUS, cheio do Espírito Santo, que nos fez valorizar cada dia mais nossos conselheiros e todo o apoio espiritual que eles dão ao nosso sacramento. Esta união dos dois sacramentos despertou mais serviço na igreja e na comunidade. (...)

Foi maravilhoso vê-lo, ouvir sua voz; a profundidade de suas mensagens nos fez sentir que ele era, sem dúvida, um homem imaculado.

Agora, o compromisso com a causa e a santidade do Padre CAFFAREL é muito mais forte em nossas equipes, em nossas casas e em nosso ambiente, e vai muito além de "ler a oração do Padre CAFFAREL no final de nossas reuniões".

Obrigado por nos permitir viver estes momentos inesquecíveis de intimidade com nosso santo para a glória de DEUS e de nosso Movimento.


Luis e Yamileth, Colômbia



SR Hispano-america Nord


A Novena foi mais rica do que as expectativas que tínhamos. (...) Nos deu a impressão de que, nos doze anos em que estamos nas ENS, não conhecíamos o Padre Caffarel. Agora entendemos porque, na oração pela beatificação do Padre Caffarel dizemos "... arrebatado por um fogo devorador... ele era habitado Vós, Senhor..." Isso constatamos não apenas ouvindo-o, mas vendo-o nos vídeos.


A Novena nos deixou em particular:

a. Motivação para experimentar Deus do jeito do Padre Caffarel, e não para continuar brincando apenas com as palavras, por causa de uma má organização do tempo; porque ouvindo o Padre Caffarel revivemos a alegria da Presença de Deus e sentimos o chamado para receber mais vezes Seu Amor e para permanecer Nele todos os dias.

b. Uma motivação maior para que nosso lar seja um Lar de buscadores de Deus, onde se dá a manifestação do amor e da ternura de Deus, a partir da experiência de Sua ternura.

Que Deus nos conceda a graça de viver as inspirações divinas que o Padre Caffarel teve para nós, o Casamento Católico.


Edith e Juan, México




(...) Este mês de setembro de 2021, foi nossa confirmação da Providência de Deus e de interiorizar o amor de nossa família estendida, as ENS. Foi nossa vez de fazer a preciosa novena do Pe. H. Caffarel na intimidade de um quarto de hospital, em meio a incertezas.

Enquanto estávamos separados em razão da gravidade do meu quadro de saúde, no meio da novena, Fernando descobriu uma imagem de Cristo crucificado em uma sala que parecia uma capela; era totalmente branca, como se estivesse inacabada; entretanto, estava muito claro o significado do Batismo quando com Ele nascemos de novo e se voltou dando graças por seu sacrifício e misericórdia. Assim, enquanto o vento agita a barca, nós nos abandonamos confiando no bom sofrimento.


Quando retomamos, nos unimos a todo o Movimento, conscientes de que não estávamos sozinhos. As reflexões, a Palavra, os testemunhos nos tocaram pessoalmente na situação que estávamos vivendo naquele momento.

Também nos sentimos muito próximos aos casais e aos conselheiros que contribuíram com suas experiências; bênçãos de alegria que nos proporcionam as redes e que nos unem no tempo e no espaço, não importando as distâncias.

Agradecemos a Deus por tudo e estamos felizes pelo presente de amor das ENS e do Pe. Caffarel... "Deus, nosso Pai, por intercessão de Nossa Senhora, vos pedimos que apresseis o dia em que a Igreja proclamará a santidade de sua vida".


Olga e Fernando, Porto Rico




SR Transatlântica


Ingrid e Padraig Lewis (R Irlanda)

RR Libano




Elyssar ed Elia, Libano



Claude e Robert, Qatar





O QUE A ERI ESTÁ FAZENDO?

Reunião da ERI no México: 10-16 de outubro de 2021

A Equipe Responsável Internacional reuniu-se em Tlalpan, Cidade do México, nos dias 10-16 de outubro de 2021. Já fazia mais de dois anos que não podíamos nos encontrar pessoalmente devido às restrições pandêmicas e, nessa ocasião, todos puderam comparecer, exceto o casal de ligação da Zona Eurásia, Faye e Kevin, que ainda não estão autorizados a deixar a Austrália. Entretanto, utilizando dois projetores, um computador dedicado e um amplificador, Faye e Kevin puderam participar de algumas partes da reunião, escutando e falando, na medida em que a diferença de fuso horário o permitia, é claro.


Iniciamos a reunião com uma Eucaristia de ação de graças pela possibilidade de realizar esta importante reunião, alegre, esperançosa e com grande gratidão também para com as equipes do México, que nos receberam com grande carinho.


Os dois primeiros dias foram dedicados a uma intensa preparação espiritual motivada pelo Pe. Ricardo Londoño, que nos ajudou a sintonizar nossos corações e a entrar em comunhão uns com os outros. A partilha, longa e profunda, abriu nossa vida dos últimos meses para os outros. Tempos de meditação, diálogo conjugal, oração e partilha com o resto da equipe nos ajudaram a nos preparar para o intenso programa de trabalho que nos esperava.

O trabalho de cada dia, que incluiu a Eucaristia...

O trabalho de cada dia, que incluiu a Eucaristia, a oração e a meditação dos textos do Padre Caffarel, centrou-se em várias questões relativas ao funcionamento das equipes nos próximos anos de responsabilidade desta ERI.


Começamos com uma revisão das ações propostas, das atividades que têm sido realizadas e dos desafios que ainda estão por vir. Foi feita uma revisão da segunda reunião virtual em julho com base nas avaliações, pelas quais somos muito gratos, porque nos ajudam a redirecionar propostas, a retomar os aspectos que funcionaram bem e aqueles que deveríamos corrigir, e consideramos o calendário para as próximas reuniões da ERI, que esperamos que continuem presenciais.

O restante do trabalho concentrou-se em uma ampla gama de aspectos ...

O restante do trabalho concentrou-se em uma ampla gama de aspectos. Destacamos algumas das mais significativas:


Uma análise profunda do funcionamento das equipes nas quatro Zonas, apresentada por seus coordenadores, com ênfase em como a pandemia afetou a vida das equipes e como poderemos enfrentar o futuro próximo. Projetos de solidariedade financeira para as equipes também foram revistos, relacionados com formação, consolidação das regiões onde estão iniciando o Movimento, expansão para novos países, etc. Outras questões relacionadas às operações práticas, como o protocolo de traduções, estatísticas que nos permitem compreender melhor a realidade, orçamento, a situação do secretariado e trabalhos no prédio do secretariado em Paris, também foram discutidas nesta reunião. O projeto de comunicação e a evolução do projeto das equipes de satélites também foram apresentados, de modo que todos os membros da ERI estivessem cientes dos vários aspectos que estão sendo trabalhados.


Grande parte do tempo foi dedicado à preparação da próxima reunião em Assis. Por um lado, o Colégio Internacional, que acontecerá de 10 a 13 de março de 2022 e, por outro, a reunião com casais regionais que se seguirá de 13 a 18 de março de 2022. Este é um desafio importante, pois ainda estamos vivendo com incertezas sobre a evolução da pandemia, mas temos esperança e estamos trabalhando para esta reunião presencial.

O Colégio Internacional terá a figura da Virgem Maria como tema central ....

O Colégio Internacional terá a figura da Virgem Maria como tema central, que é também o eixo do tema de estudo para o próximo ano, "Servir como Maria" e será celebrado em torno dos dois hinos, o Benedictus e o Nunc Dimittis, ou a oração de Simeão. Será um Colégio curto, porque teremos a reunião com os casais regionais em seguida, e ele substituirá a reunião que normalmente acontece em julho.

A reunião com casais regionais se concentrará na parábola dos Talentos, "Ele lhes confiou seus bens", e os participantes das conferências já estão definidos e confirmados, entre os quais destacamos o Cardeal Tolentino, que recordamos por suas intervenções inspiradoras no último Encontro em Fátima; Marina Marcolini, professora especializada em Laudato Sí; Gabriella Gambino, subsecretária do Dicastério para os Leigos, Família e Vida; Padre Jacques Turck, secretário da comissão social dos bispos franceses e, naturalmente, Clarita e Edgardo, nossos responsáveis internacionais, assim como os testemunhos de casais de equipes de diferentes partes do mundo, e os workshops e apresentações de membros da ERI.

Haverá momentos de intercâmbio em equipes mistas, oração, noite de adoração, Eucaristia, testemunhos, tempo para o dever de sentar-se, anúncio do próximo encontro internacional em 2024.

Ainda estamos aguardando a resposta do Vaticano para a Audiência com o Papa, que já havia sido confirmada para a reunião adiada de setembro passado, e que estamos agora no processo de organizar novamente e que comunicaremos assim que ela for concedida.

Preparamos este Encontro de Casais Regionais com muito cuidado e esperamos poder desfrutar da participação dos regionais vindos de todos os cantos do mundo.


Pedimos suas orações de agora em diante, porque ainda existem muitos obstáculos a serem superados.

Outro aspecto importante foi revisar a participação das Equipes no próximo Sínodo...

Outro aspecto importante foi revisar a participação das Equipes no próximo Sínodo com a nomeação de casais coordenadores que recolherão as respostas das SR e RR ligadas à ERI; e as relações com o Dicastério dos Leigos, Família e Vida, que são fundamentais nestes tempos de mudança, de novos decretos sobre o funcionamento das Associações de Leigos.

Esta comunhão e proximidade com a Igreja é uma constante que esta equipe da ERI quis enfatizar e, nesta linha também, desta vez, tivemos a oportunidade de encontrar o Monsenhor Héctor Pérez Villarreal, bispo auxiliar da arquidiocese do México, ao qual pudemos apresentar o Movimento, enquanto reiteramos nosso serviço à Igreja.

Aos pés da Virgem de Guadalupe, em uma Eucaristia presidida por Pe. Ricardo Londoño, conselheiro da ERI, lembramos todas as equipes ao redor do mundo.

Agradecemos a afetuosa acolhida das equipes mexicanas..

Agradecemos a afetuosa acolhida das equipes mexicanas representadas pelos casais que nos atenderam todos os dias e no encontro celebrado no sábado, 16, à tarde, no qual pudemos apresentar a ERI, responder suas perguntas, conhecer a região México, pertencente à SR Hispanoamerica Norte, celebrar juntos a Eucaristia e compartilhar um tempo de jantar, conversar e se encontrar.


Voltamos para nossas casas com um coração agradecido e com um novo impulso para continuar neste serviço.